Diversificação Alimentar
A alimentação diversificada
consiste na transição de uma alimentação exclusivamente láctea para outra que
inclui, além do leite, outros alimentos de maior consistência até chegar a
alimentos sólidos.
A alimentação diversificada, também
denominada de alimentação complementar, deve complementar o leite (materno ou
fórmula) e não substituí-lo.
A alimentação diversificada não deve
iniciar-se antes dos 4-6 meses de idade, nem depois dos 6-8 meses.
A introdução precoce de novos
alimentos pode acarretar algumas desvantagens, como o aumento do risco de
aparecimento de alergias alimentares e excesso de peso. Os objetivos da
diversificação alimentar são mais do que nutricionais. Esta nova fase do
desenvolvimento da criança visa também a aquisição de competências através dos
estímulos fornecidos pelos novos alimentos (texturas, sabores, odores, visão) e
também a educação nutricional e a preparação da criança para se inserir no
regime alimentar familiar.
Ao
longo da diversificação alimentar deve-se ter o cuidado de inserir um alimento
de cada vez, com um espaço de 3 a 5 dias entre cada alimento. Desta forma se
ocorrer alguma reação ao novo alimento é possível detetar e corrigir
eficazmente.
O
açúcar e o sal não devem ser adicionados aos alimentos da criança, devendo atrasar
a sua introdução. Quanto mais tarde contactarem com este tipo de sabores, mais
tarde vão adquirir a sua preferência por eles, e neste sentido os pais têm um
importante papel no desenvolvimento das preferências alimentares dos seus
filhos, pois são normalmente o elo de ligação entre a alimentação e a criança.
A consistências dos alimentos deve começar por ser uma papa homogénea e evoluir
para mais granulosa até que fique com pequenos fragmentos, quando surgirem os
primeiros dentes. É importante realçar que se deve encorajar a criança a provar
os novos alimentos, mas não a forçar porque é normal a recusa de alguns
alimentos.